Apresentação

PROGRAMA LICOM

O LICOM – Línguas para Comunidade – é um Programa de Extensão da UERJ, sediado no Instituto de Letras e oferece para a comunidade cursos e oficinas de Línguas Materna e Estrangeiras, além de desenvolver atividades que ampliam o espaço de ensino e aprendizagem de línguas. O Programa LICOM articula-se em dois eixos: o primeiro garante a integração entre Universidade e comunidade através do reconhecimento de demandas e da elaboração de soluções. O segundo eixo assegura aos estudantes da UERJ, futuros professores de línguas materna e estrangeiras, grande diversificação de campos de estágio, visando o aprimoramento de sua formação profissional.

Os cursos oferecidos pelo Programa LICOM são ministrados por estagiários (alunos do Instituto de Letras), sob a coordenação de professores do Instituto. A ele estão vinculados projetos específicos de ensino de línguas, assim como outros que expressam a complexidade da formação do profissional em Letras.  O Programa LICOM oferece cursos de alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, japonês, latim, português (novas regras ortográficas e morfologia, português - sintaxe e pontuação) e português para estrangeiros. Além disso, oferece oficinas de escrita literária, de tradução, de literatura infanto-juvenil e sobre aspectos culturais tanto relacionados à cultura brasileira quanto a estrangeiras.

São eles:

1. PLA - Projeto em Línguas Adicionais 
Coordenação: Sabrina Baltor de Oliveira

O projeto conta com a participação de diferentes profissionais da área de ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras e de língua portuguesa com fins específicos, atendendo assim a uma demanda cada vez maior tanto da comunidade externa quanto da própria Universidade por cursos que desenvolvam uma habilidade linguística específica em língua portuguesa ou em língua estrangeira. O projeto abre, ao mesmo tempo, um espaço de estágio para o aluno de licenciatura que futuramente precisará trabalhar com o ensino de língua com fins específicos, tema pouco trabalhado no estágio realizado em instituições educacionais.

 

2. PLIC - Projeto de Línguas para a comunidade
Coordenação: Eduardo da Silva de Freitas

O estudo de línguas estrangeiras é uma necessidade cada vez mais presente na sociedade contemporânea, já que se apresenta como um diferencial no estabelecimento de interações sociais. A diminuição das distâncias através de meios de comunicação avançados que impõem o tempo real como espaço efetivo de trocas comunicacionais que exigem respostas rápidas, a busca pelo conhecimento do outro e de seu mundo, o reconhecimento do plurilinguismo como orientação necessária para o respeito das diferenças e a identificação da língua estrangeira como requisito fundamental para a desenvoltura de atuação efetiva e eficiente em diferentes grupos sociais são algumas das justificativas para a demanda crescente pelos cursos de línguas estrangeiras. Uma atuação efetiva e eficiente em diferentes grupos e situações sociais é justificativa também para a demanda pelos cursos de língua materna, já que a sociedade contemporânea exige indivíduos que tenham clareza para transmitir ideias, capacidade de argumentação e atitude crítico-reflexiva. Atenta às necessidades da sociedade em que está inserida, a Universidade propõe o Programa de Línguas para a comunidade – PLIC como resposta pertinente e eficaz a essa demanda. Este Programa se articula em 2 eixos: o oferecimento de produtos e serviços de qualidade à comunidade e a ampliação dos espaços de práticas docentes diversificadas e adequadas ao mundo contemporâneo para os futuros professores de línguas materna e estrangeiras.

 

3. LETI - Línguas estrangeiras para a terceira idade
Coordenação: Deise Quintiliano Pereira

O ponto de partida de uma reflexão pedagógica do Projeto LETI (Línguas Estrangeiras para a Terceira Idade), uma das vertentes do Programa LICOM (Programa de Ensino de Línguas Estrangeiras e de Língua Materna para a Comunidade) baseia-se numa necessidade real: a existência de significativa demanda, derivada do aumento da expectativa de vida da população brasileira, ressaltando a importância da aprendizagem de uma língua estrangeira como atividade terapêutica e como a constituição de um nicho de trocas culturais intersubjetivas. A atividade extensionista é assim ministrada sob a forma de oficinas, apoiadas em dois pilares centrais: além de representar um excepcional espaço para a realização de estágios de bolsistas de Iniciação à Docência (ID), promovendo a consequente melhoria da qualidade de vida do idoso e reafirmando a função social da Universidade Pública, insta os estagiários a produzirem criativos e lúdicos materiais didáticos – praticamente inexistentes no mercado editorial para o público da Terceira Idade.

 

4. Oficinas de línguas estrangeiras nas escolas - OLEE
Coordenação: Veridiana Skocic Marchon

O projeto Oficinas de Línguas Estrangeiras nas Escolas- OLEE está vinculado ao Programa LICOM (Línguas para a Comunidade) do Instituto de Letras e está voltado à ampliação de espaços de ensino e de aprendizagem de línguas, com o propósito de abrir discussões sobre questões teóricas e metodológicas relacionadas à formação do professor de línguas e ao seu trabalho. Sua principal vinculação é com as instituições de ensino público, entendidas enquanto espaços de construção de conhecimentos, de luta contra as exclusões, de integração e de construção da cidadania. A educação oferecida pela escola pública tem o compromisso de garantir as aprendizagens essenciais para a formação de cidadãos autônomos que atuem na sociedade de forma crítica e participativa. A partir dessa perspectiva, as línguas estrangeiras são coparticipantes na construção do engajamento discursivo dos aprendizes. O presente projeto filia-se, portanto, a esse entendimento de escola e de ensino de línguas.

 

5. A articulação teórico-prática no Licom
Coordenação: Patrícia Alexandra Gonçalves

O projeto reúne e amplia outros projetos do Programa LICOM. Ele agregará um conjunto de objetivos e ações, visando à formação dos discentes e à formação continuada dos professores do ensino básico e fundamental por meio da integração entre a universidade, as escolas e a comunidade do Rio de Janeiro. Para tal, pretende-se construir um polo de pesquisa teórica a partir da prática didática realizada no Licom.

 

6. Descobrindo a cultura japonesa
Coordenação: Elisa Massae Sasaki

“Descobrindo a Cultura Japonesa” é um projeto de extensão que procura promover eventos relacionados à cultura e sociedade japonesa, que conta com as parcerias com o Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro e com o Global Japan Office – escritório da Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio (GJO-TUFS). Pretendemos apresentar e difundir diferentes aspectos do Japão aos interessados não só da Uerj mas também ao público em geral do Rio de Janeiro. Dessa maneira, contribuímos para uma melhor compreensão sobre diferenças culturais, ampliar horizontes e construir pontes entre o Brasil e o Japão.

 

7. Formação de tradutores: Experimentando a tradução literária
Coordenação: Maria Alice Gonçalves Antunes

O projeto " Formação de Tradutores: Experimentando a Tradução Literária" busca contemplar o ensino da tradução literária via duas ações principais: 1. a tradução e/ou versão de relatos de tradutores profissionais que tematizam a própria prática da tradução literária; e, 2. a (re)tradução de textos literários, tratando a literatura de um ponto de vista abrangente, que inclui textos vistos como de especialidade (ou mais geralmente conhecidos como "científicos", ou seja, textos que, assim como os textos literários, ampliam nosso universo, incitam-nos a observá-lo e organizá-lo de outras maneiras (Todorov, 2009, p. 23-24). A questão que motiva este projeto é a preocupação, no que tange ao papel do cientista como divulgador dos conhecimentos que ajudam a construir, com os efeitos do cultivo, na vida comum, de algumas práticas que parecem contribuir para desabonar, no imaginário da população menos iniciada, o ofício do tradutor ou a complexidade que está envolvida na atividade de tradução (literária ou de especialidade).

 

8. Literatura infantojuvenil: em cont(r)os
Coordenação: Regina Silva Michelli

O projeto “Literatura Infantojuvenil: em cont(r)os” tem por objetivo viabilizar o acesso a narrativas tradicionais e contemporâneas direcionadas a crianças e jovens, oportunizando o contato com a Literatura Infantojuvenil a graduandos e pós-graduandos da UERJ, dos cursos de Letras e áreas afins, bem como a público externo interessado na área. Intenta-se oferecer encontros, com frequência sistemática, em que se propiciam o contato com temas, textos e autores das letras e das imagens. A partir da promoção de eventos extensionistas, o projeto prevê rodas de leituras de narrativas e textos de outros gêneros em diferentes suportes – livros de literatura e de imagens, contos, fábulas, poesia, filmes, séries, histórias em quadrinhos e outras mídias -, com atividades decorrentes da leitura – debates, oficinas de produção de texto, dramatizações etc. Os temas a serem desenvolvidos nos encontros, bem como o corpus ficcional, condizem com as pesquisas dos membros da equipe: estudo da personagem e da arquitetura narrativa; o maravilhoso e outras vertentes do insólito ficcional; questões ligadas a identidades, diversidades culturais, de gênero, raça-etnia, faixa etária; literaturas e artes visuais, formação de professores, dentre outras possibilidades. A relevância deste trabalho para a UERJ destaca-se, especialmente, pela ausência de ações curriculares sistematizadas no âmbito da Literatura Infantojuvenil, conhecimento fundamental a futuros professores do Ensino Fundamental e Médio, bem como a bacharéis que queiram se dedicar profissionalmente a diversas áreas ligadas à infância e à adolescência.

 

9. O espanhol como língua estrangeira (e/le) nas séries iniciais do ensino fundamental: uma nova perspectiva na formação docente
Coordenação: Rodrigo da Silva Campos

O presente projeto possui a finalidade de oferecer oficinas de língua espanhola para as séries iniciais do Ensino Fundamental (1° ao 5 ano de escolaridade) no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAP-UERJ), a partir de uma perspectiva discursiva (MAINGUENEAU, 2004), lúdica (MARANHÃO, 2007; VYGOTSKY, 1991, 1998) e intercultural (PARAQUETT, 2010), dialogando com os pressupostos da Pedagogia de Projetos (DEWEY, 1967; HERNANDEZ, 1998). Defendemos no presente projeto uma articulação entre a Pedagogia de Projetos e uma perspectiva discursiva (MAINGUENEAU, 2004), no que tange ao ensino de espanhol para crianças, como um possível caminho para a formação de cidadãos críticos. Tal aproximação entre diferentes concepções teóricas visa contribuir para a construção no contexto escolar de um ensino de língua estrangeira (espanhol) pautado no desenvolvimento da criticidade e da autonomia dos alunos, além de se opor a um ensino pautado no léxico e em estruturas gramaticais sem uma ancoragem sociohistórica e cultural. Cabe ressaltar que tal proposta está em consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), que preveem o ensino de língua estrangeira na Educação Básica a partir de tal perspectiva.

 

10. Oficina de italiano nos Cefets - Rio De Janeiro
Coordenação: Veridiana Skocic Marchon

O projeto Oficina de Língua Italiana nos CEFETs - Rio de Janeiro está vinculado ao Programa LICOM (Línguas para a Comunidade), implementado pelo Instituto de Letras. O projeto que objetiva atender os alunos do Ensino Médio dos CEFETs é fruto da recente parceria com o CEFET (polo Maria da Graça - RJ) onde a oficina de Língua Italiana já é oferecida, contando com cerca de 30 alunos. A partir dessa realidade, o projeto em questão tem colaborado para a ampliação do leque de possibilidades do aprendizado de línguas estrangeiras, favorecendo o acesso democrático a conhecimentos diversificados que, via de regra, ficam circunscritos a determinados grupos sociais. Ademais, tal iniciativa visa promover a sensibilização para o estudo de línguas estrangeiras (em particular da Língua Italiana), bem como favorecer o aprimoramento dos alunos do curso de Graduação (habilitação Português-Italiano) à medida que oportuniza a integração entre a prática docente e os conteúdos estudados no curso de Graduação e Licenciatura.

 

11. Poesia, ficção e crítica: exercícios com autor, exercícios de autor
Coordenação: Ieda Maria Magri

Projeto de extensão que objetiva fomentar o conhecimento, a leitura e o debate dos livros de autores brasileiros contemporâneos na Universidade de forma sistemática, com ênfase na atividade crítica elaborada a partir desses encontros, por críticos também convidados para este fim. Visa também oferecer aos alunos oficinas de criação literária coordenadas por escritores com experiência nessa dinâmica. O projeto prevê encontros com escritores, críticos, editores, tradutores e demais agentes ligados à publicação de livros no presente.

 

12. Preparando mais jovens para o futuro: Oficinas de língua japonesa nas escolas
Coordenação:  Elisa Figueira de Souza Corrêa

Através do projeto Preparando Mais Jovens para o Futuro, o Setor de Japonês do Instituto de Letras da UERJ pretende consolidar mais uma iniciativa para oferecer oficinas de língua japonesa em escolas públicas do Rio de Janeiro. Assim, desde 2017, através de convênio e apoio do Global Japan Office (GJO) da Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio (TUFS) na UERJ, elaboramos este projeto para atender a demandas tanto desses jovens estudantes como dos alunos da graduação da Universidade. Com este projeto, então, por um lado, fornecemos um espaço de estágio supervisionado para os licenciandos da graduação de Português/Japonês, ao criar em escolas públicas do Rio de Janeiro aulas em que possam fazer este estágio. Por outro, cremos atender ao interesse de jovens estudantes que até hoje não tinham a oportunidade de estudar a língua japonesa na escola. Desde o início de 2017, então, iniciamos este projeto com uma parceria com a CEFET/RJ (Campus Maracanã) e, em 2018, com o Colégio Pedro II – Unidade Tijuca II. Com esses convênios, espera-se estar preparando melhor tanto nossos alunos quanto os das escolas atendidas para a vida em um mundo cada vez mais globalizado e no qual o conhecimento de diversas línguas e culturas é valorizado. Cabe notar ainda, que este projeto tem sido possível apenas pela atuação conjunta com instituições parceiras da UERJ, nominalmente com a TUFS, através do Global Japan Office, com a JICA (Japanese International Cooperation Agency) e com a RENMEI (Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira do Rio de Janeiro). Graças a elas, pudemos conseguir professoras nativas para lecionar nas escolas fora da UERJ.

 

13. Vice-Versa. Relações interculturais na prática
Coordenação: Magali dos Santos Moura

No âmbito do projeto Vice-versa pretende-se realizar, de maneira pioneira no Instituto de Letras, um trabalho conjunto entre universidades do Brasil e da Alemanha com o propósito de promover o diálogo intercultural. Em conformidade com os projetos de cooperação internacional firmados entre o Instituto de Letras da UERJ e os Institutos de Romanística e de Alemão como Língua estrangeira e de estudos interculturais da Friedrich Schiller Universität – Jena, realizar-se-ão atividades com vistas ao incremento de estudos e ações que propiciem o diálogo entre as culturas brasileira e de expressão alemã para que se fomente a formação de um profissional capaz de criar espaços híbridos de troca de conhecimentos, onde a língua alvo, no caso a alemã, esteja permanentemente confrontada com o substrato cultural daquele que a aprende, formando-se um professor com a consciência de que o momento de ensino de uma língua não é de negação de sua cultura, mas de promoção enriquecedora do confronto e diálogo, contribuindo para a formação da cidadania enquanto ser mundo. O projeto visa a seleção de conteúdo, sua consequente tradução e/ou didatização em aulas de alemão como língua estrangeira, assim como a realização de workshops, palestras e atividades afins no sentido de neles propiciar a divulgação de textos seminais de ambas as culturas com o propósito de promover o diálogo intercultural através do exercício prático da tradução e da reflexão do papel de habilidades interculturais no ensino de língua. A isso soma-se o fomento de atividades transdisciplinares, congregando estudos culturais, antropológicos, históricos, sociológicos, lexicográficos, linguísticos e literários. Uma segunda vertente do projeto se destinará à promoção de estudos lexicográficos, entendendo o léxico de uma língua como marcador cultural. Através desses estudos voltados para a prática tradutória, procurar-se-á entender a dinamicidade das estruturas sociais e culturais das línguas em questão.

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